Quem é Andrey do Amaral? Bibliotecário comunitário, agente literário, professor de literatura, etc

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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Andrey do Amaral (1976), professor de literatura, licenciado em Letras com pós-graduação em Língua Portuguesa, Gestão Cultural, Educação a Distância, Acessibilidade Cultural e um MBA em Marketing. Com seu trabalho, recebeu — entre outros — prêmios da Fundação Biblioteca Nacional (2002), Ministério da Cultura (2008), Fundação Casa de Rui Barbosa (2010), Letras Nordestinas (2011), Rede Solidária Anjos do Amanhã, da Vara de Infância e Juventude do TJDFT (2014) e indicado ao Prêmio Cultura e Cidadania da Secretaria de Cultura do DF (2018), II Prêmio Oliveira Silveira, Fundação Cultural Palmares, 2020. Presta consultoria sobre projetos sociais e editoriais, desenvolvendo produtos nessas áreas. Trabalhou nas Diretorias de Direitos Intelectuais e de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ambas do MinC. É parecerista de projetos culturais do Ministério da Cultura, das Secretarias de Cultura do Distrito Federal e do Estado do Mato Grosso do Sul e dos municípios de Uruaçu-GO, Campo Grande-MS e Lages-SC. É também agente literário de grandes autores nacionais.

O que fazemos?

Este é nosso Ponto de Leitura, credenciado pelo Ministério da Cultura. O que fazemos aqui? Empréstimo, doação e venda de livros. Agenciamento literário sustentável, pensando em acessibilidade e no fomento cultural. Consultoria e representação. Promoções, matérias, reportagens, indicações, autores agenciados, licitações, prêmios literários, orientação, dicas sobre publicação e muito mais.

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Fernanda Carvalho na Mostra de Literatura

Literatura acessível, direitos humanos e cidadania são os eixos principais deste bate-papo com a Dra. Fernanda Carvalho. Ela aborda os eixos que favorecem o avanço de um projeto de escrita de livro quanto ao seu crescimento ecosistêmico, principalmente quando tempos um público específico: aqui a pessoa com deficiência visual.



Partindo de uma abordagem humanizada, nossa conversa abordará alguns temas como: regras; conversas para uma literatura acessível; autonomia; responsabilidade coletiva; cidadania; e acolhimento. 

1. devemos ser consultados e consultar para estabelecer diálogos. Os escritores com deficiência visual devem estabelecer uma série de círculos organizados ao redor de suas necessidades. Devemos considerar vários momentos para o seu texto: pedagógico, gestão, social, desejo pessoal, carreira. É fundamental ouvir os envolvidos nos processos (leitores, revisor, editor, ilustrador) para que possamos ter sucesso no caminhar editorial. 

2. Uma publicação deve atender aos anseios da Sociedade ou território de uma necessidade social. Nós, pessoas com deficiência visual, temos o direito de sermos ouvidos. E um livro repleto de histórias reais é uma forma de realizar essa demanda; 

3. A força de uma história (seja em forma de poesia, conto ou crônica) está relacionada à produção que ela entrega para a sociedade, se possui mais relevância social, para isso ela tem que estar em consonância com a sua missão de vida. Então, você pessoa com deficiência visual, qual é a sua missão de vida? 

4. As suas criações não podem ser de fora para dentro, elas precisam se concentrar muito nos resultados. Nós precisamos olhar de fora para dentro também; mas, se seu texto fluir de dentro para fora, sua verdade refletirá nos olhos dos seus leitores. 

5. O que você produz e o que você oferece para a sociedade e para seus pares? As pessoas, os leitores também querem saber dos anseios, dos sonhos e das necessidades de pessoas com deficiência visual, de surdos, de cadeirantes, etc. Então, eu te pergunto: Como estamos cuidando de nossos pares, das pessoas com as mesmas necessidades que nós? Como está a sua conversa com aquele que está ao seu lado, aquele que tem a mesma necessidade que você? 

6. Boas conversas são inspiração para boas histórias (mas nunca esquecendo que sua história deve partir de dentro para fora – ainda que haja uma inspiração externa). Muitos romances, contos, poesias são coleções de conversas. Todas as intervenções iniciais e ações para ideias de textos são faladas. A produção mental do seu texto é conversacional, ou seja, tudo começa em uma boa prosa. A qualidade da conversa determina a qualidade de nossa produção textual. O cuidado com palavra e com a conversa é fundamental para o desenvolvimento organizacional conversacional para só depois sua conversa ou sua história se materializar no papel. Os diferentes atores devem pensar no que estão dizendo, no que está falando, devemos manter um ambiente conversacional saudável, pois as queixas devem ser transformadas em pedidos, o outro deve compreender a demanda e processar isso de modo saudável dentro da estrutura do seu texto. O bom dialogar é um auxiliar essencial ao texto que você produzirá; 

7. Além disso, temos processos, regras, normas. Para pensar o uso inteligente dos recursos, de suas histórias, sempre é bom rever as normas gramaticais, mas sem ser tão rígido. A língua falada é peça fundamental para um texto seja mais natural. Veja os livros que separamos em nossa bibliografia recomendada. Vamos colocar essa bibliografia aqui na descrição deste vídeo. 

8. Devemos considerar os profissionais como escuta da realidade dentro do nosso processo de criação. Sempre é bom escutar o outro. Isso não significa aceitar a opinião. Mas profissionais do ramo do livro têm mais experiência do que eu e você. Então, como estamos hoje com nosso texto? Você acha que seu texto está pronto? Vamos ouvir os profissionais da cadeia produtiva do livro? 

9. Quem está no centro, ou seja, você pessoa com deficiência visual, tende a valorizar as escutas de dentro, ouvir seu coração. Mas lembre-se: escutar o que está à sua volta é importante, necessário e valioso. Temos que escutar todos que pudermos: profissionais, famílias, professores, escritores, colegas... Isso te auxiliará a ter um texto de melhor qualidade.

10. Esses processos todos não são fáceis, mas também não são difíceis. Eu diria que tem algum grau de complexidade, mas eu acredito em você e você vai conseguir escrever e publicar seu texto. Quanto mais começamos utilizar mecanismos em nosso processo de criação, mais leveza e facilidade nos processos de criação teremos. Então pense se alguma coisa te bloqueia. O que te paralisa para escrever? O que acelera, liberta e flexibiliza? Quais são suas facilidades para produzir um texto? 

11. Ampliar sua leitura com leituras diversas te ajudará com o objetivo de um texto melhor. Escritores que ampliam a oportunidade do saber e do conhecimento, seja técnico ou literário, aumentam a capacidade de excelência na produção textual. Quanto mais informações mais autonomia para o trabalho, isso é fundamental para aumentar a capacidade de produção organizacional. Sem sentido um trabalho não pode ter qualidade. Então me responda: qual é o sentido do seu texto? 

12. Precisamos falar de resultados e de produção. Não basta só ter diálogos e pensar no seu texto. É preciso também que sua ideia esteja materializada no papel. É fundamental ter ferramentas, métodos, instrumentos, planos de prioridades para a construção de seu texto. Note que a própria vida, o fato de você existir, já é um grande manual para sua produção textual. É fundamental que possamos ter os resultados que queremos alcançar para produzirmos uma literatura acessível, abordando os direitos humanos e a cidadania. Aprender processos de aplicação de cidadania por meio daquilo que você produziu, com um olhar crítico em relação à sociedade. A sua produção textual deve ser pautada por momentos reflexivos que nos coloque no movimento de pensar sobre o que temos feito para a difusão da literatura produzida por pessoas com deficiência visual; 

13. Precisamos fazer a diferença nas vidas de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Sua literatura vai ser importante para incentivar o trabalho daqueles que estão pensando em escrever. Você será a referência para outras pessoas com deficiência a partir desta Mostra de Literatura. É importante impulsionar os direitos humanos e as suas necessidades como pessoa com deficiência sem cobranças excessivas, sem sobrecargas, estafa, sem constrangimentos, sem silenciamentos, humilhações, é preciso olhar para dentro e perceber que seu texto pode salvar muita gente. Lembre-se: você é referência para quem vem atrás de você.

Leia esse manual orientativo, discuta os pontos com algum colega e crie seu texto abordando os direitos humanos e envie sua criação para mostradeliteratura@gmail.com. Atividade de 4 h/a. Caso seu trabalho seja selecionado, iremos publicá-lo em uma coletânea sem custo algum para o escritor com deficiência visual. Boa sorte!

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Edital para autores cegos e/ou com baixa visão


EDITAL DE PUBLICAÇÃO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL Condensado
Mostra de Literatura TXT LAB – 8ª edição


I – APRESENTAÇÃO
O concurso cultural Mostra de Literatura objetiva selecionar autores de textos literários a serem publicados em coletânea nos formatos impresso e digital, com distribuição nas melhores livrarias. Ao enviarem sua inscrição, todos os participantes concordam com as regras e condições estabelecidas neste Edital.

II – ELEGIBILIDADE
a) Poderá se inscrever qualquer pessoa com deficiência visual maior de 18 anos ou menor, de qualquer idade, devidamente representado pelo seu responsável legal.

III – INSCRIÇÃO
a) Os textos devem ser enviados para o e-mail mostradeliteratura@gmail.com ou para o aplicativo Whatsapp no número (61) 8457-7131, devendo ser enviado junto do texto a identificação do autor (nome, nome literário, se houver, CPF, telefone/whatsapp e endereço completo com CEP).
b) O período de inscrição será de 8 de junho até 20 de julho de 2020.

IV – CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO
a) Os textos inscritos não poderão constituir ou conter plágio de qualquer espécie ou qualquer violação de direitos. Caso seja constatado qualquer tipo de plágio, o participante será desclassificado.
b) Os textos poderão ser de poesia, conto e crônica, estando limitados ao espaço de, no máximo, cinco páginas para cada inscrição.

V – JULGAMENTO DAS OBRAS
a) Os textos serão analisados por uma comissão julgadora, composta por escritores e jornalistas definidos pela curadoria da Mostra de Literatura, cuja decisão é soberana e não recorrível.

VI – RESULTADO E PREMIAÇÃO
a) Cada um dos finalistas será notificado por telefone, mensagem eletrônica ou outro meio. Haverá ainda lista disponibilizada no blog do agente literário Andrey do Amaral e no mural da Biblioteca Braille Dorina Nowill de Taguatinga.
b) Os autores selecionados terão seus direitos autorais pagos com 10 (dez) exemplares do livro físico a ser impresso, e poderão realizar, bem como seus amigos e familiares, o download do e-book gratuitamente nas livrarias online de todo o Brasil. Autores residentes fora do DF devem cobrir os custos de postagem.

VII – DISPOSIÇÕES GERAIS
a) As inscrições para o Prêmio Mostra de Literatura TXT LAB são gratuitas. O candidato ou a candidata poderá inscrever texto inédito ou já publicado, desde que não tenha contrato anterior proibindo a publicação do texto.
b) Os vencedores autorizam no momento da inscrição a utilização gratuita de seus nomes, imagens e voz, pela coordenação da Mostra de Literatura, para utilização em formas de divulgação, em qualquer mídia, suporte e/ou meio de transmissão, analógico ou digital, para os fins de divulgação do projeto Mostra de Literatura TXT LAB, sem que o projeto e terceiros vinculados ao projeto tenham que fazer qualquer pagamento para tanto, pelo período compreendido entre o primeiro dia de inscrições e um ano após a divulgação do resultado.
c) O edital completo está disponível nas dependências da Biblioteca Braille Dorina Nowill de Taguatinga.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Mostra na M Norte

Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura, do Governo do Distrito Federal, nossa 6ª edição da Mostra de Literatura acontece no dia 04/04 no Centro Educacional nº 07, da M Norte, Taguatinga, no turno matutino. O acesso é aberto ao público e as atividades são totalmente gratuitas. Participe. Venha.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Mídia brasiliense e a 6ª Mostra de Literatura

Patrocinada pelo Fundo da Arte e da Cultura e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, do GDF, a 6ª edição da Mostra de Literatura está bem feliz com a divulgação do projeto na mídia brasiliense. Essa é uma ação na Cidade Estrutural. O periódico Brasília Agora, no caderno Viva Mais, repercutiu nosso evento com um belo registro (vide foto abaixo). A seguir alguns veículos que também noticiaram nosso projeto:




Jornal Destak

https://www.destakjornal.com.br/agenda-d-a/brasilia/detalhe/projeto-leva-mostra-deliteratura-para-a-cidade-estrutural?ref=AGENDA_Destaques_brasilia


Brasília de Fato

https://brasiliadefato.com.br/colunas/literarte/2019/02/6a-mostra-de-literatura-na-estrutural/


Cadê Brasília

https://www.cadebrasilia.com/2019/02/6-mostra-de-literatura-na-estrutural.html


Estação 61

1) https://www.instagram.com/p/Bt0fMX4FGhp/
2) 13/02/2019, no Facebook


Brasília Empresas

https://brasiliaempresas.com.br/eventos/sexta-edicao-da-mostra-de-literatura-e-realizada-naestrutural


Aqui Tem Diversão

https://aquitemdiversao.com.br/6a-mostra-de-literatura/


Deu Bom Brasília

1) @deubombrasilia
2) https://www.instagram.com/p/BtyFvjOgZq8/
3) https://www.deubombrasilia.com/blog/6%C2%AA-mostra-de-literatura-na-estrutural-trazleitura-a-crian%C3%A7as-eadolescentes?fbclid=IwAR0lCxWZIC7SWlgFcE4dH17969eCwQszD4_Uf7vmDXfJG-MUFfVrDAz5E-M


Curta Mais

http://www.curtamais.com.br/brasilia/regiao-do-distrito-federal-recebe-6%C2%AA-edicao-demostra-de-literatura


6ª Mostra de Literatura na Estrutural

No próximo domingo, 24, a Cidade Estrutural receberá a 6ª Mostra de Literatura, patrocinada pelo Fundo da Arte e da Cultura e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, do GDF.

Nossa biblioteca comunitária tem a preocupação e a missão de incentivar a leitura com a promoção do livro e da boa literatura. Desenvolver ações culturais fora dos grandes centros é uma forma de promover a cidadania, incluindo as pessoas nesse maravilhoso universo das histórias, dos livros e dos direitos humanos. A continuidade do nosso evento, que já está na 6ª edição, tem a preocupação de dar acesso à literatura em áreas vulneráveis tanto social quanto culturalmente. Trabalhamos com os valores das pessoas, mesclando literatura com os direitos humanos. Em 2018, a Mostra de Literatura - um projeto da biblioteca comunitária Andrey do Amaral - foi indicada ao Prêmio Jabuti e ficou entre os 10 finalistas de iniciativas de todo o Brasil.





Os escritores parceiros do projeto foram selecionados pela curadoria do agente literário Andrey do Amaral. O critério foram suas atuações e reconhecimentos enquanto artistas. O destaque deles na sociedade é fator fundamental para que nosso público-alvo, geralmente de baixa renda, perceba que há diversas possibilidades para melhoria de vida para um futuro melhor em sociedade, sendo o participante um elemento de difusão de tudo aquilo que foi debatido na atividades.

Temos dentro da Mostra uma exposição de revistas raras e palestras sobre os temas dos direitos humanos (políticas para mulheres, pessoa com deficiência, igualdade racial, crianças e adolescentes, diversidade religiosa, população em situação de rua,entre outros). Além disso, temos uma apresentação cênica da atriz-poeta Karla Calasans com uma reflexão o eu-interior para o respeito da diversidade do próximo. Assim, o público encontra uma circulação de ideias, promovendo os direitos humanos com a participação de escritores premiados e com destaques em suas áreas de atuação.

Quem ganha? É a sociedade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Exposição acessível

A Exposição do meu acervo de periódicos raros está na Biblioteca Braille Dorina Nowill de Taguatinga de 21 de janeiro até 25 de janeiro com entrada gratuita e recursos assistivos de audiodescrição para cegos e pessoas com baixa visão. Os veículos de imprensa estão fazendo uma bela cobertura da exposição, a qual faz parte do projeto Mostra de Literatura (6ª edição), com recursos do FAC, da Secretaria de Cultura do DF.



- Correio Braziliense, 22/jan/19, impresso e digital
https://www.correiobraziliense.com.br/…/revistas-raras-cont…

- Band Cidade, 22/jan/19 (edição de 12h30 e 18h50)

- EBC, 21/jan/19 (1ª edição de 12h)

- 61 Brasília, 18/jan/19
http://61brasilia.com/2019/01/18/exposicao-de-revistas-raras/

- Jornal do Planalto, 12/jan/19, impresso e digital
https://jornaldoplanalto.com.br/…/exposicao-de-revistas-ra…/

Aqui, 12/jan/19
https://aquitemdiversao.com.br/exposicao-de-revistas-raras/

Jornal de Brasília, 10/jan/19
http://www.jornaldebrasilia.com.br/…/coluna-marcelo-chaves…/

NBN, 09/jan/19
http://nbnbrasil.com.br/exposicao-de-revistas-raras/

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A Literatura como Terapia

A convite da psicóloga Ana Maria Coelho, o agente literário Andrey do Amaral falará sobre publicações e mercado editorial com o tema A Literatura como Terapia. O evento compõe o Espaço InterAção da Livraria Leitura.

Evento gratuito
 
Andrey do Amaral
Agenciamento literário e representação

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Acessibilidade: cine Transversalidades

O cineclube Transversalidades promoveu mais uma sessão para cegos e pessoas de baixa visão na Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga. O Correio Braziliense esteve presente e registrou o evento.

Abaixo a matéria publicada no dia 07/12/2017.
Fonte: Correio Braziliense

Cegos e surdos da cidade querem mais espaço para a cinefilia

Implementar novos locais e rodas de discussão de acessibilidade são desejos de cegos e surdos


Ir ao cinema pode parecer uma atividade impraticável para quem é cego ou surdo. Entretanto, existem ferramentas que dão a essas pessoas a experiência de sentar em frente às telonas e consumir produções audiovisuais. Recursos como audiodescrição, Libras e legendagem são utilizados para que a exibição de filmes aos portadores de necessidades especiais seja possível. Apesar disso, os cinemas comerciais ainda não oferecem os mecanismos de acessibilidade necessários.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) determinou na Instrução Normativa 128/2016 que, até novembro deste ano, metade das salas comerciais de cada grupo exibidor deveria oferecer recursos de acessibilidade. Porém, a medida não foi colocada em prática, e ganhou, em 17 de novembro, um novo prazo para ser cumprida: novembro de 2018.

Luis Mauch, diretor da empresa Ktalise — que atua ao lado da Ancine no diálogo sobre conteúdo acessível entre exibidores e distribuidores —, explica o motivo do adiamento. “As dificuldades giram em torno da definição de um padrão técnico de distribuição dos conteúdos acessíveis.”



Luis conta que, após diversas reuniões e diálogos sobre o tema, a Ancine decidiu que os conteúdos audiovisuais sejam entregues de acordo com o chamado Digital Cinema Protocol (DCP) — padrão internacional de distribuição dos conteúdos audiovisuais. O diretor explica que as propostas para a inserção de recursos acessíveis nos filmes não atendiam aos padrões internacionais. Enquanto novas regras são debatidas, a Ancine prolongou os prazos de adaptação para as salas comerciais de cinema.

Mauch conta que, apesar da demora para a adaptação das salas, o Brasil é um dos pioneiros em propor soluções acessíveis para deficientes visuais e auditivos nos cinemas. Ele explica que, mesmo com o adiamento da data proposta, “caberá ao exibidor se adequar ou não, antes do prazo, para oferecer os filmes com acessibilidade a seus clientes”.

“Em qualquer cinema, só consigo assistir ao filme se eu levar alguma pessoa para fazer a descrição para mim — geralmente quem faz isso são amigos. Se não tiver ninguém, é complicado”, conta Noemi Rocha, deficiente visual. A professora de 57 anos perdeu a visão em 1999, e conta que o acesso à cultura para os portadores de necessidades especiais ainda é muito restrito.
Por isso, Noemi explica que costuma recorrer a atividades alternativas, que costumam ser direcionadas somente ao público cego. “Você vai ao cinema e o filme é exibido para todo mundo, mas eles não pensam na gente. A gente gosta de participar das atividades com pessoas que enxergam, mas, quando a programação é direcionada só aos cegos, nos sentimos mais à vontade.”

Noemi é uma das fundadoras da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga. O estabelecimento oferece cerca de 3 mil livros em braile, além de oficinas e cursos para deficientes visuais. Ela trabalha no local há 22 anos, e atua como mobilizadora cultural da biblioteca, promovendo eventos para os frequentadores do espaço.

Uma das atividades promovidas no local foi uma sessão de cinema para cegos, que ocorreu em 24 de novembro. Sob o comando de Andrey do Amaral, voluntário da biblioteca, o evento exibiu o longa Transversalidades, com audiodescrição, de Andrey e da professora Dinora Couto. Andrey é formado em acessibilidade cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e explica que há uma grande queixa dos portadores de necessidades especiais ao acesso à cultura. “Às vezes o cego, o surdo, o cadeirante ou o muletante deixam de ir a um evento cultural justamente por causa das barreiras que eles encontram.”

Enquanto espera que as salas de cinema comerciais ofereçam recursos acessíveis, Noemi continua se empenhando na produção de eventos direcionados ao público portador de necessidades especiais na biblioteca Dorina Nowill. Entretanto, a professora confessa: “A gente gostaria de ter esse meio inclusivo. Se a cultura é para todos, temos que ver as condições dos cegos, dos deficientes auditivos, dos cadeirantes…”

*Estagiária sob supervisão  de Igor Silveira

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Biografia sobre a banda Ultraje a Rigor

Andréa Ascenção, minha autora agenciada, é toda algeria. Depois de um longo trabalho deste agente literário, fechamos contrato com a editora Belas Letras. Nós vamos invadir sua praia será o primeiro lançamento da editora em 2011. Essa autora valeu a pena. Uma ótima editora para uma excelente biografia.


Fonte: http://www.belasletras.com.br/noticias_detalhes.php?id=103

Andrey do Amaral
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(...)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Saca-rolhas com um bom vinho

Se podemos dizer que nossa safra de bons ficcionistas está escassa, surge para ficar um exímio contista. É ele RD Oliveira Lima Taufick, que estreia oficialmente com Saca-rolhas, publicado pela editora carioquíssima Caki Books. A obra é um convite para ser lida com um bom vinho, se é que você me entende, rssss.

Saca-rolhas irá fazê-lo refletir sobre as mazelas da nossa sociedade moderna, sem perder momentos de humor fino e ironia conveniente ao momento político atual. Sexo e corrupção envolvem o leitor de forma que, a cada virada de página, você percebe que pode contribuir positivamente para um mundo melhor. Esse é o papel real da literatura. Saca-rolhas diverte, informa e analisa.


Saca-rolhas está disponível em e-book e livro impresso. Em breve também em áudio. Compre no site da editora Caki Books, clicando aqui. Ou na versão digital, comprando na Submarino/Gato Sabido, clicando aqui. Saca-rolhas (digital) R$ 12,90; Saca-rolhas (impresso) R$ 35,00.


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(...)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Esgotado em 2 semanas

Abilolado Mundo Novo, livro de estreia de Carlos Maltz, esgotou em 2 semanas. Essa é a nossa resposta para quem não apostou no potencial venal do livro. Parabéns à Via Lettera que acreditou na obra. Isso significa lucro. Aguardem a 2ª reimpressão. É isso aí!




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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Abilolado Mundo Novo, em PoA

Hoje, a partir de 19h30, pocket show e sessão de autógrafos com Carlos Maltz na Livraria Cultura de Porto Alegre/RS. O eterno Engenheiro do Hawaii estreia na literatura com Abilolado Mundo Novo. Este livro já foi lançado em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Para 2011, estamos preparando mais novidades.



Vídeo produzido pela Seis e Um Audiovisual



Andrey do Amaral

agenciamento e representação

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Lançamento do ano: Abilolado Mundo Novo

Nosso autor Carlos Maltz, ex-Engenheiros do Hawaii, lança seu 1º livro pela Via Lettera (SP). Abaixo seguem as datas do lançamento com pocket show de presente para os leitores. Eu assino as orelhas da obra.

Convite_BSB2.jpg
27/11 – Brasília - Evento Vira Cultura
Livraria Cultura- Shopping Casa Park
Endereço: SGCV Sul lote 22
17h – pocket Show
(entrada 1 kg de alimento não perecível)
18h – sessão de autógrafos

05/12 – São Paulo - Livraria Cultura
Shopping Maket Place
Endereço: R. Dr. Chucri Zaidan, 902
17 h – pocket show
(entrada 1 kg de alimento não perecível)
18h – sessão de autógrafos

08/12 – Rio de Janeiro – Espaço Cultural Multifoco
R. Mem de Sá, 126 Lapa
19h – pocket show
20h – sessão de autógrafos

15/12 – Porto Alegre - Livraria Cultura
Bourbon Shopping Tela cheiaCountry
Av. Túlio de Rose, 80 - Loja 302
17 h – pocket show
(entrada 1 kg de alimento não perecível)
18h – sessão de autógrafos


Andrey do Amaral
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ultraje a Rigor: Nós Vamos Invadir sua Praia

Ultraje a Rigor: Nós Vamos Invadir sua Praia, a biografia da banda paulista que estourou nos anos 1980, está em fase final de publicação, com lançamento previsto para janeiro de 2011. Com fotos inéditas do arquivo pessoal dos integrantes da banda e depoimentos exclusivos de músicos como Lobão e Kid Vinil, a obra, assinada pela jornalista Andréa Ascenção (minha autora agenciada), entrará em pré-venda pelo site da editora Belas-Letras com uma promoção especial, que dará um brinde de presente para os primeiros compradores e livros autografados por Roger, o líder do Ultraje.

http://www.belasletras.com.br/noticias_detalhes.php?id=99

É isso aí. Aguardem o livro que promete!

Andrey do Amaral
agenciamento e consultoria

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Saca-rolhas, de RD Oliveira Lima Taufick

Esta é a estreia oficial do escritor no cenário literário nacional. RD Oliveira Lima Taufick é autor de Saca-rolhas, obra que foi disputada por algumas editoras do eixo Rio-São Paulo. Em conjunto com seu agente, Taufick decidiu pela Caki Books, pois - mesmo sendo uma nova editora - as sócias têm influência e larga experiência no mercado editorial. Compre a versão digital em Gato Sabido, Submarino ou no site da editora. Breve na versão impressa.


© Copyright das ilustrações: Elder Galvão