Quem é Andrey do Amaral? Bibliotecário comunitário, agente literário, professor de literatura, etc

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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Andrey do Amaral (1976), professor de literatura, licenciado em Letras com pós-graduação em Língua Portuguesa, Gestão Cultural, Educação a Distância, Acessibilidade Cultural e um MBA em Marketing. Com seu trabalho, recebeu — entre outros — prêmios da Fundação Biblioteca Nacional (2002), Ministério da Cultura (2008), Fundação Casa de Rui Barbosa (2010), Letras Nordestinas (2011), Rede Solidária Anjos do Amanhã, da Vara de Infância e Juventude do TJDFT (2014) e indicado ao Prêmio Cultura e Cidadania da Secretaria de Cultura do DF (2018), II Prêmio Oliveira Silveira, Fundação Cultural Palmares, 2020. Presta consultoria sobre projetos sociais e editoriais, desenvolvendo produtos nessas áreas. Trabalhou nas Diretorias de Direitos Intelectuais e de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ambas do MinC. É parecerista de projetos culturais do Ministério da Cultura, das Secretarias de Cultura do Distrito Federal e do Estado do Mato Grosso do Sul e dos municípios de Uruaçu-GO, Campo Grande-MS e Lages-SC. É também agente literário de grandes autores nacionais.

O que fazemos?

Este é nosso Ponto de Leitura, credenciado pelo Ministério da Cultura. O que fazemos aqui? Empréstimo, doação e venda de livros. Agenciamento literário sustentável, pensando em acessibilidade e no fomento cultural. Consultoria e representação. Promoções, matérias, reportagens, indicações, autores agenciados, licitações, prêmios literários, orientação, dicas sobre publicação e muito mais.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Homenagem do SINEPE/DF a Andrey do Amaral

No dia 3 de dezembro de 2020, em solenidade oficial e presencial, com protocolos rígidos de saúde, recebi uma homenagem do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (SINEPE/DF) como amigo dos deficientes em reconhecimento ao meu atendimento humanizado às pessoas nas mais diversas deficiências. Por muitos anos lecionei como professor de literatura em escolas particulares onde eu já trabalhava a inclusão e a acessibilidade sem saber o que era isso. Foi uma manhã feliz. Em todos os meus projetos, a pauta da pessoa com deficiência está presente.





FONTE: Facebook do homenageado

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Selecionados na Coletânea Mostra de Literatura

Abaixo publicamos o resultado final dos escritores e escritoras selecionados para a coletânea de escritores com deficiência visual. Do resultado não cabe qualquer tipo de recurso. A seguir, consta o gênero textual, título do trabalho e nome do autor ou da autora:

CONTOS E CRÔNICAS: O PIANISTA, Suzy H. Hekamiah; A INVASÃO DO SENSÍVEL, Michelle Belatto; REFLEXÕES SOBRE O AMOR, Geovane Alziro; O ENCONTRO ENTRE MÃE E FILHA, Marina Teixeira Mendes de Souza Costa; ALEGRIA DE VIVER, Maria Epifânia Sousa Santana; A ONÇA E O COELHO, Francisco de Paula; UM DIA INESQUECÍVEL, Regina Simões da Costa; MÃE ADOLESCENTE, Adma Figueiredo de Oliveira Lima; NOVA REALIDADE, Samara Damian; O GOSTO DAS BOAS LEMBRANÇAS, Teodora Ramos Ursino; POR ESTES CAMINHOS, Ronaldo kennedy de Souza Carvalho; UM CERTO POEMA LOUCO, Rubens Pinto Fiuza; SONHOS EM REALIDADE, Laís Maria Moreira Sousa Maia; PRISIONEIROS 2020, Alex da Conceição; MINHA HISTÓRIA, MINHA VIDA, Cinthia Poliana do Carmo Fernandes;MINHA HISTÓRIA DE VIDA, Renato Lins Trajano Vieira; A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA DE TAGUATINGA, Marcos Antonio do Espírito Santo; BIBLIOTECA BRAILLE DORINA NOWILL E SEUS 25 ANOS, Denise Braga; MÃE GUERREIRA, Elzimary Barbosa Nunes; UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA, Margarete Gomes Barreto; UMA SAGA DE SUPERAÇÃO, Juliano César Ribeiro; SEMPRE APRENDENDO, Zozimeire dos Santos Reis; UMA PARCEIRA ESPECIAL, Ednaldo de Almeida da Silva; CANTINHO ACOLHEDOR, Edinaldo das Neves Miranda; OS BENEFÍCIOS QUE A BIBLIOTECA TROUXE PARA MIM, Eli Soares; LEMBRANÇAS AGRADÁVEIS, Válter Ibituruna; O SIGNIFICADO DA BIBLIOTECA BRAILLE DORINA NOWILL PARA MIM, Vilmar José dos Santos; GRANDES CONQUISTAS, Leonardo Antonio de Moraes Filho; UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA, Genes A. Guedes; ESPAÇO DE ALEGRIA, Ricardo José do Nascimento; AVENTURAS VIVIDAS, Rosane Chaves Silva; INOVAR SEMPRE!, Fernando Rodrigues; MINHA VIDA, Roberto Carlos Moreira; APRENDENDO A VIVER, Marcelo Gonçalves da Costa; OBRIGADA, BRASÍLIA, Fátima da Conceição Mendes; SUPERANDO EXPECTATIVAS, Diandamara Moraes Aprígio; MINHA REABILITAÇÃO, Justino Bastos; APÓS O LUTO, VEM A VITÓRIA, Generval Raposo Francisco; MUDANÇA DE VIDA, Maria Ângela; ASSIM MESMO, EU SOU FELIZ, Nilson Conceição Siqueira; VIDA FEITA DE ARTE E FÉ, Maria Neile do Couto; DEVANEIO DE UM CEGO, Antonio Wilson Ribeiro da Silva; UM GRANDE AMOR EM MINHA VIDA, Cleber de Azevedo Amaral; DEPOIS DA MEIA-NOITE, Eder Fonseca; MENSAGEM DE GRATIDÃO À BIBLIOTECA BRAILLE, Sheila Sá; PROCURANDO AS PALAVRAS CERTAS, César Achkar Magalhães; A VERDADE, Rafael Vaz da Silva; MAIS UM DESAFIO, Naiara Fontenelle; O CEGO QUE NÃO USAVA BENGALA, Hutemberg Dantas Jardim; SEMPRE QUIS ENXERGAR, Sebastião Duarte Neto. POESIA: ONDE ESTÃO ELES?, Valter Júnior; COM, Luciano Ambrósio; A VIDA, O TEMPO E O DESTINO, Vitório Pereira da Silva; VIDA NA ROÇA, Geralda Maria de Lima; A QUITANDEIRA, Ângela Maria de Lima; UM CORAÇÃO PEREGRINO, Gabriel Fernando Habla; SOLAMOR, André Ricardo da Silva; FAMA OU SUCESSO, Jacson Xavier; TUDO PASSA, Felipe Neves; QUEM AMA NÃO AGRIDE COM PALAVRAS, Nivaldo Alves dos Santos; AUTONOMIA, Ciraiane Alves Aguiar; FESTA NA LUZ DO BRAILLE, Sidney Santos; O LUGAR DOS MEUS AMORES, Veridiano de Moura; MINHA HISTÓRIA, Gilvanete de Sousa Santos; DESTINOS NA CONTRAMÃO, Noeme Rocha da Silva; PEDIDOS AO PAPAI NOEL, Luiz Eduardo Fonseca Dorneles; CORAÇÃO JOVEM, Elzira Jardim Dantas de Meneses.

A coletânea em breve estará disponível para os parceiros. Publicaremos o livro em dois formatos: impresso e digital. Ambas edições serão distribuídas gratuitamente. A versão e-book ficará disponível para download grátis para os leitores.


terça-feira, 6 de outubro de 2020

Mostra de Literatura TXT LAB 2 com Andrey do Amaral



Esta é a segunda parte da oficina online TXT LAB, que integra o projeto de inclusão literária: Mostra de Literatura. Este vídeo dois (e também o primeiro) deve ser associado às discussões literárias dos nossos escritores convidados, com abordagem em temas de direitos humanos (direito à justiça, combate à pobreza, direito à educação, dignidade da pessoa humana, direito à participação política, Direito das pessoas com deficiência, inclusão social, Diversidade religiosa, Direito ao trabalho digno, diversidade, Direito da população afrodescendente, Direito da população em situação de rua, Cidadania, Direito à vida e à integridade física, Direitos das mulheres / Direito à saúde, Direitos da população idosa, Direito à cultura Direito à educação). Aprenda com a bibliografia proposta e a debatida. Assista ao vídeo até o final e faça as atividades sugeridas. Envie texto para analisarmos no email mostradeliteratura@gmail.com. 




Como desdobramento da nossa TXT LAB, sua criação literária (conto, crônica ou poesia) poderá entrar em nossa coletânea nos formatos impresso e digital. Crie versos pequenos, poesias curtinhas, histórias sobre sua vida, crônicas. Além da atividades propostas no vídeo, outras podem ser encontradas aqui no blog do curador: http://andreydoamaral.blogspot.com.


Bibliografia complementar ao vídeo sugerida para toda a Mostra de Literatura 

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 10a edição. São Paulo: Edições Loyola, 2002. 
CAVALCANTI, Marilda do Couto. Interação leitor-texto: aspectos de interpretação pragmática. São Paulo: Editora da Unicamp, 1989. 
FÁVERO, Leonor; ANDRADE, Maria Lúcia e AQUINO, Zilda. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 2a edição. São Paulo: Cortez, 2000. 
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 23a edição. São Paulo: Cortez, 1989. 
GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. 3a edição. São Paulo: Marins Fontes, 1991. 
KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística. 3a edição. São Paulo: Editora Ática, 1990. 
___________ . O aprendizado da leitura. 3a edição. São Paulo: Martins Fontes, 1987. 
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1989. ___________ . Oficina de leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes, 1993. 
KOCH, Ingedore. Argumentação e linguagem. 2a edição. São Paulo: Cortez, 1977. 
___________ . Texto e Coerência. São Paulo: Cortez, 1989. 
MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2000. ORLANDI, Eni; OTONI, Paulo (orgs.). O texto: leitura e escrita. São Paulo: Pontes, 1988. 
PLATÃO & FIORIN. Lições de texto: leitura e redação. 4a edição. São Paulo: Editora Ática, 2001.

Mostra de Literatura TXT LAB 1 com Andrey do Amaral

Essa oficina online é parte do nosso projeto de inclusão literária: a Mostra de Literatura. Este primeiro vídeo (e também o segundo) deve ser associado às discussões literárias dos nossos escritores convidados, com abordagem em temas de direitos humanos (direito à justiça, combate à pobreza, direito à educação, dignidade da pessoa humana, direito à participação política, Direito das pessoas com deficiência, inclusão social, Diversidade religiosa, Direito ao trabalho digno, diversidade, Direito da população afrodescendente, Direito da população em situação de rua, Cidadania, Direito à vida e à integridade física, Direitos das mulheres / Direito à saúde, Direitos da população idosa, Direito à cultura Direito à educação). Assista ao vídeo até o final e faça as atividades propostas. Seu texto pode ser enviado para mostradeliteratura@gmail.com.



Como desdobramento da nossa TXT LAB, seu texto poderá entrar em nossa coletânea nos formatos impresso e digital. Crie versos pequenos, poesias curtinhas, histórias sobre sua vida, crônicas. Além da atividades propostas no vídeo, outras podem ser encontradas aqui no blog do curador. Atividade proposta, somada ao vídeo 2, de 8 h/a.



Bibliografia sugerida para toda a Mostra de Literatura 

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 10a edição. São Paulo: Edições Loyola, 2002. 
CAVALCANTI, Marilda do Couto. Interação leitor-texto: aspectos de interpretação pragmática. São Paulo: Editora da Unicamp, 1989. 
FÁVERO, Leonor; ANDRADE, Maria Lúcia e AQUINO, Zilda. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 2a edição. São Paulo: Cortez, 2000. 
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 23a edição. São Paulo: Cortez, 1989. 
GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. 3a edição. São Paulo: Marins Fontes, 1991. 
KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística. 3a edição. São Paulo: Editora Ática, 1990. 
___________ . O aprendizado da leitura. 3a edição. São Paulo: Martins Fontes, 1987. 
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1989. ___________ . Oficina de leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes, 1993. 
KOCH, Ingedore. Argumentação e linguagem. 2a edição. São Paulo: Cortez, 1977. 
___________ . Texto e Coerência. São Paulo: Cortez, 1989. 
MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2000. ORLANDI, Eni; OTONI, Paulo (orgs.). O texto: leitura e escrita. São Paulo: Pontes, 1988. 
PLATÃO & FIORIN. Lições de texto: leitura e redação. 4a edição. São Paulo: Editora Ática, 2001.

Fernanda Carvalho na Mostra de Literatura

Literatura acessível, direitos humanos e cidadania são os eixos principais deste bate-papo com a Dra. Fernanda Carvalho. Ela aborda os eixos que favorecem o avanço de um projeto de escrita de livro quanto ao seu crescimento ecosistêmico, principalmente quando tempos um público específico: aqui a pessoa com deficiência visual.



Partindo de uma abordagem humanizada, nossa conversa abordará alguns temas como: regras; conversas para uma literatura acessível; autonomia; responsabilidade coletiva; cidadania; e acolhimento. 

1. devemos ser consultados e consultar para estabelecer diálogos. Os escritores com deficiência visual devem estabelecer uma série de círculos organizados ao redor de suas necessidades. Devemos considerar vários momentos para o seu texto: pedagógico, gestão, social, desejo pessoal, carreira. É fundamental ouvir os envolvidos nos processos (leitores, revisor, editor, ilustrador) para que possamos ter sucesso no caminhar editorial. 

2. Uma publicação deve atender aos anseios da Sociedade ou território de uma necessidade social. Nós, pessoas com deficiência visual, temos o direito de sermos ouvidos. E um livro repleto de histórias reais é uma forma de realizar essa demanda; 

3. A força de uma história (seja em forma de poesia, conto ou crônica) está relacionada à produção que ela entrega para a sociedade, se possui mais relevância social, para isso ela tem que estar em consonância com a sua missão de vida. Então, você pessoa com deficiência visual, qual é a sua missão de vida? 

4. As suas criações não podem ser de fora para dentro, elas precisam se concentrar muito nos resultados. Nós precisamos olhar de fora para dentro também; mas, se seu texto fluir de dentro para fora, sua verdade refletirá nos olhos dos seus leitores. 

5. O que você produz e o que você oferece para a sociedade e para seus pares? As pessoas, os leitores também querem saber dos anseios, dos sonhos e das necessidades de pessoas com deficiência visual, de surdos, de cadeirantes, etc. Então, eu te pergunto: Como estamos cuidando de nossos pares, das pessoas com as mesmas necessidades que nós? Como está a sua conversa com aquele que está ao seu lado, aquele que tem a mesma necessidade que você? 

6. Boas conversas são inspiração para boas histórias (mas nunca esquecendo que sua história deve partir de dentro para fora – ainda que haja uma inspiração externa). Muitos romances, contos, poesias são coleções de conversas. Todas as intervenções iniciais e ações para ideias de textos são faladas. A produção mental do seu texto é conversacional, ou seja, tudo começa em uma boa prosa. A qualidade da conversa determina a qualidade de nossa produção textual. O cuidado com palavra e com a conversa é fundamental para o desenvolvimento organizacional conversacional para só depois sua conversa ou sua história se materializar no papel. Os diferentes atores devem pensar no que estão dizendo, no que está falando, devemos manter um ambiente conversacional saudável, pois as queixas devem ser transformadas em pedidos, o outro deve compreender a demanda e processar isso de modo saudável dentro da estrutura do seu texto. O bom dialogar é um auxiliar essencial ao texto que você produzirá; 

7. Além disso, temos processos, regras, normas. Para pensar o uso inteligente dos recursos, de suas histórias, sempre é bom rever as normas gramaticais, mas sem ser tão rígido. A língua falada é peça fundamental para um texto seja mais natural. Veja os livros que separamos em nossa bibliografia recomendada. Vamos colocar essa bibliografia aqui na descrição deste vídeo. 

8. Devemos considerar os profissionais como escuta da realidade dentro do nosso processo de criação. Sempre é bom escutar o outro. Isso não significa aceitar a opinião. Mas profissionais do ramo do livro têm mais experiência do que eu e você. Então, como estamos hoje com nosso texto? Você acha que seu texto está pronto? Vamos ouvir os profissionais da cadeia produtiva do livro? 

9. Quem está no centro, ou seja, você pessoa com deficiência visual, tende a valorizar as escutas de dentro, ouvir seu coração. Mas lembre-se: escutar o que está à sua volta é importante, necessário e valioso. Temos que escutar todos que pudermos: profissionais, famílias, professores, escritores, colegas... Isso te auxiliará a ter um texto de melhor qualidade.

10. Esses processos todos não são fáceis, mas também não são difíceis. Eu diria que tem algum grau de complexidade, mas eu acredito em você e você vai conseguir escrever e publicar seu texto. Quanto mais começamos utilizar mecanismos em nosso processo de criação, mais leveza e facilidade nos processos de criação teremos. Então pense se alguma coisa te bloqueia. O que te paralisa para escrever? O que acelera, liberta e flexibiliza? Quais são suas facilidades para produzir um texto? 

11. Ampliar sua leitura com leituras diversas te ajudará com o objetivo de um texto melhor. Escritores que ampliam a oportunidade do saber e do conhecimento, seja técnico ou literário, aumentam a capacidade de excelência na produção textual. Quanto mais informações mais autonomia para o trabalho, isso é fundamental para aumentar a capacidade de produção organizacional. Sem sentido um trabalho não pode ter qualidade. Então me responda: qual é o sentido do seu texto? 

12. Precisamos falar de resultados e de produção. Não basta só ter diálogos e pensar no seu texto. É preciso também que sua ideia esteja materializada no papel. É fundamental ter ferramentas, métodos, instrumentos, planos de prioridades para a construção de seu texto. Note que a própria vida, o fato de você existir, já é um grande manual para sua produção textual. É fundamental que possamos ter os resultados que queremos alcançar para produzirmos uma literatura acessível, abordando os direitos humanos e a cidadania. Aprender processos de aplicação de cidadania por meio daquilo que você produziu, com um olhar crítico em relação à sociedade. A sua produção textual deve ser pautada por momentos reflexivos que nos coloque no movimento de pensar sobre o que temos feito para a difusão da literatura produzida por pessoas com deficiência visual; 

13. Precisamos fazer a diferença nas vidas de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Sua literatura vai ser importante para incentivar o trabalho daqueles que estão pensando em escrever. Você será a referência para outras pessoas com deficiência a partir desta Mostra de Literatura. É importante impulsionar os direitos humanos e as suas necessidades como pessoa com deficiência sem cobranças excessivas, sem sobrecargas, estafa, sem constrangimentos, sem silenciamentos, humilhações, é preciso olhar para dentro e perceber que seu texto pode salvar muita gente. Lembre-se: você é referência para quem vem atrás de você.

Leia esse manual orientativo, discuta os pontos com algum colega e crie seu texto abordando os direitos humanos e envie sua criação para mostradeliteratura@gmail.com. Atividade de 4 h/a. Caso seu trabalho seja selecionado, iremos publicá-lo em uma coletânea sem custo algum para o escritor com deficiência visual. Boa sorte!

Beatriz Schwab na Mostra de Literatura

Com participação importante para assegurar a equidade entre homens e mulheres, a 8ª edição da Mostra de Literatura recebe Beatriz Schwab, escritora de renome para o cenário literário brasiliense. No vídeo a seguir, Bia, como é conhecida da intimidade, vai falar sobre sua vida e seu trabalho social, auxiliando outras pessoas, principalmente mulheres na luta contra a violência doméstica. Temos, inclusive, a participação especial do gatinho Alok, rsss.Alguns dos tópicos deste vídeo são: 1) a literatura como ajuda, 2) o que é ser escritora? 3) preparos para um texto, 4) quando escrever? e 5) quais os desdobramentos de um livro e 6) outros temas.





Beatriz Schwab nos propõe a contar nossas próprias histórias, sejam reais ou inventadas. Ela nos dá essa dica de ouro para aprimoramento de nossa atuação como cidadão. Conte sua história de vida. Muitas pessoas vão, sim, se interessar por ela. Então, qual é o seu foco como escritor? Escreva sua história resumidamente (máximo de 5 páginas) e envie para mostradeliteratura@gmail.com. Teremos um prazer em conhecer sua história. Se seu texto for aprovado, iremos publicá-lo em coletânea. Mas atenção: publicaremos apenas textos de escritores com deficiência visual. Atividade proposta 3 h.



Bibliografia sugerida para toda a Mostra de Literatura

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 10a edição. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
CAVALCANTI, Marilda do Couto. Interação leitor-texto: aspectos de interpretação pragmática. São Paulo: Editora da Unicamp, 1989.
FÁVERO, Leonor; ANDRADE, Maria Lúcia e AQUINO, Zilda. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 2a edição. São Paulo: Cortez, 2000.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 23a edição. São Paulo: Cortez, 1989.
GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. 3a edição. São Paulo: Marins Fontes, 1991.
KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística. 3a edição. São Paulo: Editora Ática, 1990.
___________ . O aprendizado da leitura. 3a edição. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 1989.
___________ . Oficina de leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes, 1993.
KOCH, Ingedore. Argumentação e linguagem. 2a edição. São Paulo: Cortez, 1977.
___________ . Texto e Coerência. São Paulo: Cortez, 1989.
MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2000.
ORLANDI, Eni; OTONI, Paulo (orgs.). O texto: leitura e escrita. São Paulo: Pontes, 1988.
PLATÃO & FIORIN. Lições de texto: leitura e redação. 4a edição. São Paulo: Editora Ática, 2001.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Mostra na M Norte

Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura, do Governo do Distrito Federal, nossa 6ª edição da Mostra de Literatura acontece no dia 04/04 no Centro Educacional nº 07, da M Norte, Taguatinga, no turno matutino. O acesso é aberto ao público e as atividades são totalmente gratuitas. Participe. Venha.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Mídia brasiliense e a 6ª Mostra de Literatura

Patrocinada pelo Fundo da Arte e da Cultura e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, do GDF, a 6ª edição da Mostra de Literatura está bem feliz com a divulgação do projeto na mídia brasiliense. Essa é uma ação na Cidade Estrutural. O periódico Brasília Agora, no caderno Viva Mais, repercutiu nosso evento com um belo registro (vide foto abaixo). A seguir alguns veículos que também noticiaram nosso projeto:




Jornal Destak

https://www.destakjornal.com.br/agenda-d-a/brasilia/detalhe/projeto-leva-mostra-deliteratura-para-a-cidade-estrutural?ref=AGENDA_Destaques_brasilia


Brasília de Fato

https://brasiliadefato.com.br/colunas/literarte/2019/02/6a-mostra-de-literatura-na-estrutural/


Cadê Brasília

https://www.cadebrasilia.com/2019/02/6-mostra-de-literatura-na-estrutural.html


Estação 61

1) https://www.instagram.com/p/Bt0fMX4FGhp/
2) 13/02/2019, no Facebook


Brasília Empresas

https://brasiliaempresas.com.br/eventos/sexta-edicao-da-mostra-de-literatura-e-realizada-naestrutural


Aqui Tem Diversão

https://aquitemdiversao.com.br/6a-mostra-de-literatura/


Deu Bom Brasília

1) @deubombrasilia
2) https://www.instagram.com/p/BtyFvjOgZq8/
3) https://www.deubombrasilia.com/blog/6%C2%AA-mostra-de-literatura-na-estrutural-trazleitura-a-crian%C3%A7as-eadolescentes?fbclid=IwAR0lCxWZIC7SWlgFcE4dH17969eCwQszD4_Uf7vmDXfJG-MUFfVrDAz5E-M


Curta Mais

http://www.curtamais.com.br/brasilia/regiao-do-distrito-federal-recebe-6%C2%AA-edicao-demostra-de-literatura


6ª Mostra de Literatura na Estrutural

No próximo domingo, 24, a Cidade Estrutural receberá a 6ª Mostra de Literatura, patrocinada pelo Fundo da Arte e da Cultura e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, do GDF.

Nossa biblioteca comunitária tem a preocupação e a missão de incentivar a leitura com a promoção do livro e da boa literatura. Desenvolver ações culturais fora dos grandes centros é uma forma de promover a cidadania, incluindo as pessoas nesse maravilhoso universo das histórias, dos livros e dos direitos humanos. A continuidade do nosso evento, que já está na 6ª edição, tem a preocupação de dar acesso à literatura em áreas vulneráveis tanto social quanto culturalmente. Trabalhamos com os valores das pessoas, mesclando literatura com os direitos humanos. Em 2018, a Mostra de Literatura - um projeto da biblioteca comunitária Andrey do Amaral - foi indicada ao Prêmio Jabuti e ficou entre os 10 finalistas de iniciativas de todo o Brasil.





Os escritores parceiros do projeto foram selecionados pela curadoria do agente literário Andrey do Amaral. O critério foram suas atuações e reconhecimentos enquanto artistas. O destaque deles na sociedade é fator fundamental para que nosso público-alvo, geralmente de baixa renda, perceba que há diversas possibilidades para melhoria de vida para um futuro melhor em sociedade, sendo o participante um elemento de difusão de tudo aquilo que foi debatido na atividades.

Temos dentro da Mostra uma exposição de revistas raras e palestras sobre os temas dos direitos humanos (políticas para mulheres, pessoa com deficiência, igualdade racial, crianças e adolescentes, diversidade religiosa, população em situação de rua,entre outros). Além disso, temos uma apresentação cênica da atriz-poeta Karla Calasans com uma reflexão o eu-interior para o respeito da diversidade do próximo. Assim, o público encontra uma circulação de ideias, promovendo os direitos humanos com a participação de escritores premiados e com destaques em suas áreas de atuação.

Quem ganha? É a sociedade.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Acessibilidade: cine Transversalidades

O cineclube Transversalidades promoveu mais uma sessão para cegos e pessoas de baixa visão na Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga. O Correio Braziliense esteve presente e registrou o evento.

Abaixo a matéria publicada no dia 07/12/2017.
Fonte: Correio Braziliense

Cegos e surdos da cidade querem mais espaço para a cinefilia

Implementar novos locais e rodas de discussão de acessibilidade são desejos de cegos e surdos


Ir ao cinema pode parecer uma atividade impraticável para quem é cego ou surdo. Entretanto, existem ferramentas que dão a essas pessoas a experiência de sentar em frente às telonas e consumir produções audiovisuais. Recursos como audiodescrição, Libras e legendagem são utilizados para que a exibição de filmes aos portadores de necessidades especiais seja possível. Apesar disso, os cinemas comerciais ainda não oferecem os mecanismos de acessibilidade necessários.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) determinou na Instrução Normativa 128/2016 que, até novembro deste ano, metade das salas comerciais de cada grupo exibidor deveria oferecer recursos de acessibilidade. Porém, a medida não foi colocada em prática, e ganhou, em 17 de novembro, um novo prazo para ser cumprida: novembro de 2018.

Luis Mauch, diretor da empresa Ktalise — que atua ao lado da Ancine no diálogo sobre conteúdo acessível entre exibidores e distribuidores —, explica o motivo do adiamento. “As dificuldades giram em torno da definição de um padrão técnico de distribuição dos conteúdos acessíveis.”



Luis conta que, após diversas reuniões e diálogos sobre o tema, a Ancine decidiu que os conteúdos audiovisuais sejam entregues de acordo com o chamado Digital Cinema Protocol (DCP) — padrão internacional de distribuição dos conteúdos audiovisuais. O diretor explica que as propostas para a inserção de recursos acessíveis nos filmes não atendiam aos padrões internacionais. Enquanto novas regras são debatidas, a Ancine prolongou os prazos de adaptação para as salas comerciais de cinema.

Mauch conta que, apesar da demora para a adaptação das salas, o Brasil é um dos pioneiros em propor soluções acessíveis para deficientes visuais e auditivos nos cinemas. Ele explica que, mesmo com o adiamento da data proposta, “caberá ao exibidor se adequar ou não, antes do prazo, para oferecer os filmes com acessibilidade a seus clientes”.

“Em qualquer cinema, só consigo assistir ao filme se eu levar alguma pessoa para fazer a descrição para mim — geralmente quem faz isso são amigos. Se não tiver ninguém, é complicado”, conta Noemi Rocha, deficiente visual. A professora de 57 anos perdeu a visão em 1999, e conta que o acesso à cultura para os portadores de necessidades especiais ainda é muito restrito.
Por isso, Noemi explica que costuma recorrer a atividades alternativas, que costumam ser direcionadas somente ao público cego. “Você vai ao cinema e o filme é exibido para todo mundo, mas eles não pensam na gente. A gente gosta de participar das atividades com pessoas que enxergam, mas, quando a programação é direcionada só aos cegos, nos sentimos mais à vontade.”

Noemi é uma das fundadoras da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga. O estabelecimento oferece cerca de 3 mil livros em braile, além de oficinas e cursos para deficientes visuais. Ela trabalha no local há 22 anos, e atua como mobilizadora cultural da biblioteca, promovendo eventos para os frequentadores do espaço.

Uma das atividades promovidas no local foi uma sessão de cinema para cegos, que ocorreu em 24 de novembro. Sob o comando de Andrey do Amaral, voluntário da biblioteca, o evento exibiu o longa Transversalidades, com audiodescrição, de Andrey e da professora Dinora Couto. Andrey é formado em acessibilidade cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e explica que há uma grande queixa dos portadores de necessidades especiais ao acesso à cultura. “Às vezes o cego, o surdo, o cadeirante ou o muletante deixam de ir a um evento cultural justamente por causa das barreiras que eles encontram.”

Enquanto espera que as salas de cinema comerciais ofereçam recursos acessíveis, Noemi continua se empenhando na produção de eventos direcionados ao público portador de necessidades especiais na biblioteca Dorina Nowill. Entretanto, a professora confessa: “A gente gostaria de ter esse meio inclusivo. Se a cultura é para todos, temos que ver as condições dos cegos, dos deficientes auditivos, dos cadeirantes…”

*Estagiária sob supervisão  de Igor Silveira

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Prêmio Innovare 2016

Estivemos nesta quarta-feira (dia 22) na Biblioteca Braille Dorina Nowill em uma roda de bate-papo para falar de projetos sociais de acessibilidade cultural e inclusão a pessoas com deficiência. Os projetos do agente literário Andrey do Amaral estiveram na roda de debates por sua capilaridade. Entre os citados, estão o projeto Leitura para Todos (que recebeu o prêmio Machado de Assis, 2008) e o Segunda Chance (que recebeu o prêmio da Vara da Infância e Juventude do TJDFT, 2014). Discutiu-se também a possibilidade de uma mostra de cinema nas 26 bibliotecas do Distrito Federal, a convite da Diretora de Bibliotecas Graça Pimentel. Como convidada também participará da mostra como debatedora sobre a questão da mulher a escritora premiada Clotilde Chaparro, autora do best seller Duzinda (Pergunta Fixar, 2016). Sobre os projetos debatidos, a Biblioteca Braille concorre ao Prêmio Innovare 2016.

sábado, 9 de abril de 2016

Jornada Científica sobre Acessibilidade Cultural

Estive na II Jornada Científica sobre Acessibilidade Cultural, apresentando meu Trabalho de Conclusão de Curso  (TCC) cujo tema foca na ação do poder público para a pauta da inclusão da Pessoa com Deficiência.


Abaixo uma breve explanação no meu terceiro dia de Jornada.