No Blog da biblioteca itinerante, você encontrará notícias sobre nosso trabalho sociocultural, novidades dos escritores agenciados, projetos culturais, livros, contação de histórias, etc. Somos credenciados como Ponto de Leitura pelo Ministério da Cultura (DOU, nª 248, pág 110, seção 1, de 22 de dez. de 2008). Obrigado pela visita. Conheça também nossa página na internet www.andreydoamaral.com / Instagram: https://www.instagram.com/mostradeliteraturadf/
Quem é Andrey do Amaral? Bibliotecário comunitário, agente literário, professor de literatura, etc
- Andrey do Amaral
- Brasília, Distrito Federal, Brazil
- Andrey do Amaral (1976), professor de literatura, licenciado em Letras com pós-graduação em Língua Portuguesa, Gestão Cultural, Educação a Distância, Acessibilidade Cultural e um MBA em Marketing. Com seu trabalho, recebeu — entre outros — prêmios da Fundação Biblioteca Nacional (2002), Ministério da Cultura (2008), Fundação Casa de Rui Barbosa (2010), Letras Nordestinas (2011), Rede Solidária Anjos do Amanhã, da Vara de Infância e Juventude do TJDFT (2014) e indicado ao Prêmio Cultura e Cidadania da Secretaria de Cultura do DF (2018), II Prêmio Oliveira Silveira, Fundação Cultural Palmares, 2020. Presta consultoria sobre projetos sociais e editoriais, desenvolvendo produtos nessas áreas. Trabalhou nas Diretorias de Direitos Intelectuais e de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ambas do MinC. É parecerista de projetos culturais do Ministério da Cultura, das Secretarias de Cultura do Distrito Federal e do Estado do Mato Grosso do Sul e dos municípios de Uruaçu-GO, Campo Grande-MS e Lages-SC. É também agente literário de grandes autores nacionais.
O que fazemos?
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Artigo sobre Moacir C. Lopes
por Edmílson Caminha
Para qualquer cidade do interior cearense, a condição de berço de um grande escritor já é motivo de honra; maior ainda se forem dois os filhos ilustres. É o caso de Quixadá (ou “do” Quixadá, com o artigo que lhe acrescenta o povo), onde nasceram Rachel de Queiroz (natural de Fortaleza, mas que se dizia quixadaense) e Moacir C. Lopes. “Moacir o quê?”, devem perguntar-se muitos leitores, por nunca terem ouvido falar nele. Realmente: se todos conhecem a autora de “O quinze”, poucos sabem do romancista de “A ostra e o vento”, que se igualava à conterrânea em maestria e grandeza, nascido em 1927 e falecido em 21 de novembro de 2010, no Rio de Janeiro, aos 83 anos.
Órfão de pai e mãe, criado por um tio que o maltrata, o adolescente Moacir Costa Lopes foge de casa aos 15 anos e segue para Maranguape, onde trabalha no comércio, faz poesia e escreve cartas, a dinheiro, para clientes em trânsito. Localizado pelo tio, regressa à capital e entra para a Escola de Aprendizes Marinheiros. Na Segunda Grande Guerra, já incorporado à tropa, embarca em navios que cumprem missões de comboio e patrulhamento, especializando-se em radar e tática anti-submarina. Viaja pelo Brasil e pelo exterior, enquanto lê os clássicos e vive as aventuras de um marinheiro, fundamentos da carreira de escritor a que viria consagrar-se.
Em Porto Alegre, procura Érico Veríssimo; em Natal, bate à porta de Câmara Cascudo, que sabiamente lhe sugere contar histórias sobre a vida no mar. Entre um e outro memorando que prepara como datilógrafo do contratorpedeiro Baependi, começa a escrever o romance “Maria de cada porto”, obra de estreia que lhe dá, em 1959, os prêmios Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, e Fábio Prado, da União Brasileira de Escritores. Rachel de Queiroz saúda entusiasticamente o livro como “uma novidade, uma pungência, autenticidade sofrida, que já deixou de ser documento para ser, em verdade, material artístico genuíno. Uma pureza de intenção, uma espécie de rebentar, de sair da terra como uma planta rebenta...” Para Câmara Cascudo “não há, no Brasil, romance nem livro parecido, escrito por um marinheiro legítimo”, autor que, na opinião de Jorge Amado, é “romancista até debaixo d’água” (trocadilho talvez, referente à passagem do colega pela Marinha).
Depois vieram mais romances: “Chão de mínimos amantes” (1961), “Cais, saudade em pedra” (1962), “A ostra e o vento” (1964), “Belona, latitude noite” (1968), “Por aqui não passaram rebanhos” (1972), “O passageiro da Nau Catarineta” (1982), “Onde repousam os náufragos” (2003) e “As fêmeas da Ilha da Trindade” (2006), a par de outras obras. Nessa rica e extensa ficção, Moacir C. Lopes impressiona pela maestria com que compõe personagens, elabora diálogos e manuseia o tempo, esse importante (e perigoso...) elemento da criação romanesca. Foi traduzido na Rússia, na Itália, na República Tcheca e na Bulgária, além das adaptações para o rádio feitas em Portugal e na Polônia. Em 1997, o cineasta Walter Lima Jr. filma “A ostra e o vento”, com música-tema de Chico Buarque e as brilhantes interpretações de Leandra Leal, Fernando Torres e Lima Duarte.
Com a esposa e colega escritora Eduarda Zandron, Moacir funda, em 1969, a Editora Cátedra, que publica cerca de mil obras de autores brasileiros, a maioria estreantes. Por duas vezes se elege presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro, quando se impõe pelo trabalho em favor dos direitos autorais e pela justa remuneração que se deve aos profissionais da escrita.
Em meio ao décimo segundo romance que pretendia lançar ainda em 2010, Moacir C. Lopes faleceu admirado pela crítica e por um pequeno grupo de leitores. Embora nunca seja tarde para que venha a descobri-lo quem jamais o leu, porque os escritores passam, mas os bons livros não: descansam em profundo e às vezes longo silêncio, à espera de mãos que os resgatem e de olhos que lhes deem vida.
Edmílson Caminha é servidor público federal da Câmara dos Deputados.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Foi muito feliz 2010, Bem-vindo, 2011, aos autores
Abaixo um vídeo da Rede Globo noticiando o falecimento de Moacir C. Lopes.
Seja bem-vindo, 2011. O sucesso nos espera. Obrigado, autores, os quais vislumbram suas carreiras a longo prazo; obrigado, editores, que acreditam no potencial dos escritores indicados. Valeu!
agenciamento e consultoria
(...)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
30 dias sem Moacir C. Lopes
Na foto: Moacir C. Lopes e Andrey do Amaral, agente literário que continuará a cuidar da obra do grande mestre.
agenciamento e representação
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Dep. José Airton Cirilo (PT-CE) homenageia Moacir C. Lopes
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Concedo a palavra ao ilustre Deputado José Airton Cirilo.O SR. JOSÉ AIRTON CIRILO (PT-CE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu queria inicialmente lamentar o falecimento, no último dia 21, de um grande cearense: o escritor Moacir Costa Lopes, que faleceu, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Grande homem da literatura, autor de várias obras importantes, como o Homem que amava o mar e A ostra e o vento, que foi inclusive adaptada para o cinema, por Walter Lima Júnior. Além do trabalho com literatura, esse escritor cearense fez várias parcerias com músicos, dentre eles Chico Buarque de Holanda.Quero aqui deixar registrados os nossos pêsames à família, à sua esposa, a escritora Eduarda Zandron, a seus filhos Fábio e Saulo e a todos que conheciam esse grande cearense nascido em Quixadá.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Morre Moacir C. Lopes, jornal O POVO, 24/11
Crônica publicada no jornal O POVO, de Fortaleza/CE, em 24/11/2010, por Pedro Salgueiro
Moacir nos deixou um legado de mais de 20 livros, dentre eles o famoso A Ostra e o Vento.
Engano, apenas força de expressão. Na verdade apenas (apenas?) faleceu um dos maiores escritores que este sovina Estado produziu. Não morrerá quem deixou uma obra tão grande (em quantidade e qualidade) como Moacir Costa Lopes, que nasceu em Quixadá em 1927, teve uma infância penosa e aventuresca, uma juventude sofrida e viveu grande parte de sua vida no Rio de Janeiro.
Tive o prazer de encontrar com ele em duas ocasiões, no ruge-ruge de uma bienal de livros aqui em Fortaleza, mas antes já havia trocado com ele alguns e-mails referentes a uma entrevista que concederia pra a nossa revista Para Mamíferos. Desde o início se mostrou uma figura maravilhosa, solícita, humilde e disponível. Me foi apresentado pela amiga Susana Frutuoso, que estuda a obra dele.
Não sabíamos que ele já se encontrava doente. Quando convidado para a bienal pelo amigo Raymundo Netto, nada exigiu, apenas sugeriu que com ele viesse um acompanhante, o editor e amigo Andrey do Amaral.
Proferiu palestra sobre seu fazer literário, sempre com muita simpatia e disposição. Depois participou, como ouvinte, de uma mesa que lançaria a revista com sua bela entrevista. Conversou com todos, distribuiu autógrafos e sorrisos. Prometeu entrar em contato quando viesse fazer uma visita ao seu querido Quixadá.
Do escritor, todos o sabíamos grande, mas o que mais me impressionou nele foi sua simplicidade, seu jeito manso e humilde de conversar com todos. O que mais me deixou feliz em conhecê-lo foi saber que pode, sim, um grande artista ser ao mesmo tempo um grande homem. Mesmo que muitos tentem, com suas tristes vidas, demonstrar que não.
Nos deixou um legado de mais de 20 livros, dentre eles o famoso A Ostra e o Vento (filmado por Walter Lima Jr.), o meu predileto O Passageiro da Nau Catarineta, seus contos reunidos em O Navio Morto e outras tentações do mar, e um delicioso Guia Prático de Criação Literária, que guardo de lembrança com seu autógrafo carinhoso.
Cabe a nós, conterrâneos que ele tanto amava, lembrarmos sempre de suas obras e de seu jeito manso.
Obrigado, mestre, pelos seus belos frutos!
PEDRO SALGUEIRO escreve contos e crônicas. Publicou O Peso do Morto, O Espantalho, Brincar com Armas, Dos Valores do Inimigo, Inimigos e Fortaleza Voadora. Organiza uma coletânea de contos fantásticos cearenses e edita, em parceria, as revistas Para Mamíferos e Caos Portátil: um almanaque de contos.
pedrosalgueiro64@yahoo.com.br
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
PUBLISH NEWS: Morre Moacir C. Lopes
Morre Moacir C. Lopes
PublishNews - 22/11/2010 - Redação
Cearense de Quixadá, Moacir C. Lopes faleceu neste domingo (21), aos 83 anos, vítima de câncer. Ele é autor de A ostra e o vento, livro adaptado para o cinema por Walter Lima Jr, entre tantos outros publicados pela Quartet Editora. Seu agente Andrey do Amaral, o editor Glaucio Cunha, amigos e familiares trabalharão para que sua obra permaneça viva. Para saber mais sobre o escritor, clique aqui.
Moacir C. Lopes e Andrey do Amaral
Perdi mais que um autor, perdi um verdadeiro amigo. A obra de Moacir é publicada pela Quartet Editora.
Moacir, agradeço a sua amizade, carinho e atenção. Aprendi muito com seus ensinamentos. Valeu a pena estar com você. Descanse em paz, meu mestre.
Do seu amigo e agente,
...
domingo, 21 de novembro de 2010
Falecimento: Moacir C. Lopes
Moacir C. Lopes 1927 - 2010 - www.moacirclopes.com.br
Descanse em paz, Moacir. Leia seus textos para Deus; Ele vai adorar.
agenciamento e representação
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Revista MACHADO #1
Leia e divulgue a revista, compre os livros desses autores.
Andrey do Amaral, agenciamento e representação www.andreydoamaral.com
:-)
domingo, 24 de janeiro de 2010
Minha entrevista para o Singrando Horizontes (jan/2010)
O homem atrás do escritor, o escritor atrás do homem.
A mulher atrás da escritora, a escritora atrás da mulher.
São perguntas que abrange basicamente a literatura, não havendo envolvimento político, futebolistico, e qualquer outro ico, um pouco mais extensas que as normais, para dar uma visão mais geral do escritor desde sua infância até os projetos futuros, passando por dicas aos novos escritores, questionamentos sobre literatura, etc., divididos em tópicos para uma melhor orientação do leitor.
Nessa primeira série, o Singrando Horizontes entrevista o escritor, professor e agente literário Andrey do Amaral, 33, do Distrito Federal.
Andrey do Amaral (1976) é graduado em Letras, com especialização em Língua Portuguesa e em Gestão Cultural. Teve seus livros publicados pelas editoras Best Seller, Autodidata, Ao Livro Técnico e Ciência Moderna. Dedica-se à pesquisa da vida/obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos e ao estudo de direitos autorais. É professor de literatura brasileira e agente literário filiado à Câmara Brasileira do Livro (CBL/SP). Dá consultoria a autores, principalmente aos novos que pretendem entrar no mercado editorial. Entre outros, são seus autores agenciados Moacir C Lopes (A Ostra e o Vento), Marcos Kleine e Roger (Ultraje a Rigor), Carlos Maltz (ex-Engenheiros do Hawaii).
INFÂNCIA E PRIMEIRAS LEITURAS
• Conte um pouco de sua trajetória de vida, onde nasceu, onde cresceu, o que estudou. Nasci, cresci e vivo na Capital Federal. Como aqui há muito militar e professor, o ensino em Brasília se destaca um pouco em relação aos outros Estados. Mesmo no sistema público, a qualidade era bem parecida com as escolas particulares. Lembro-me que haviam muitos projetos literários na escola. O incentivo à leitura era grande. Assim, os alunos tomavam gosto pelos livros.
• Recebeu estímulo na casa da sua infância? Meus pais são leitores, e acredito que isso me ajudou. Foi um espelho que tive. Dizem que criança copia. Eu copiei o hábito de leitura dos meus pais.
• Quais livros foram marcantes antes de começar a escrever. Na sexta série, me lembro de uns livros de contos e crônicas divertidas, dos melhores autores da nossa literatura, com o Drummond e Fernando Sabino. Os alunos gostavam muito. Nossa alegria era fazer teatrinho dos contos. Na oitava série, lemos Memórias Póstumas de Brás Cubas. Quando a professora nos disse que era um morto que escreveu aquelas memórias fiquei bastante curioso. Achei o livro difícil, mas o entendi no todo.
ANDREY DO AMARAL, ESCRITOR
• Fale um pouco sobre sua trajetória literária. Como começou a vida de escritor? Quando entregava meus textos para os professores de redação, era sempre um problema. Ou eles me elogiavam na frente de todos os outros alunos (e eu morria de vergonha) ou não acreditavam que eu tivesse escrito. Alguns me perguntavam se tinha sido minha mãe que escrevera as redações. Eu negava, mas alguns ainda duvidavam.
• Como foi dar esse salto de leitor pra escritor? Parece que escrever é uma necessidade para quem lê, independentemente se vai publicar ou não. Como sempre lia as crônicas de humor na escola, escrevi uma proposta de livro para uma editora paulista. Em 1999, publicamos Como Enlouquecer Sua Sogra. O livro foi um sucesso e vende até hoje.
• Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus)? Acho que todo autor tem que se profissionalizar e tratar sua carreira como se fosse uma empresa, e seus livros como produtos comerciais. Quem não tem dinheiro para fazer um site, que faça um blog ou similares, mas o autor deve estar na rede. Minha página é http://www.andreydoamaral.com/
• Você encontra muitas dificuldades em viver de literatura em um país que está bem longe de ser um apreciador de livros? Poucos são os autores hoje que vivem de literatura. Nosso consumo ainda é baixo se compararmos a autores americanos, por exemplo.
LIVROS E PRÊMIOS
• Quais foram os livros escritos pelo senhor?
Mercado Editorial – Guia para Autores (2009)
Novo (e Divertido) Acordo Ortográfico (2009)
O Máximo e as Máximas de Machado de Assis (2008)
Cuidado eu te amo – Desautoajuda do Amor (2002)
Como Enlouquecer Sua Sogra (1999)
• Dentre os livros escritos pelo senhor, qual te chamou mais atenção? E por quê? Estou no mercado desde 1999 como autor. Meus livros foram todos publicados por editoras comerciais e todos, graças a Deus, tiveram ótima vendagem. Em 2009, lançamos o livro Mercado Editorial – Guia para Autores, relatando um pouco o nosso trabalho como agente literário e a maneira correta de o escritor enviar seu original para as editoras. Esse trabalho é um agradecimento por tudo aquilo que conquistei com o livro.
• Que acha de sua obra? Minha obra é eclética. Escrevo humor e ensaio. Também tenho contos e desenvolvo um romance sobre a vida do poeta paraibano Augusto dos Anjos. Na hora certa publicarei ficção.
• Qual a sua opinião a respeito da Internet? A seu ver, ela tem contribuído para a difusão do seu trabalho? A internet é uma excelente forma de divulgação. Encurta distâncias. Encontramos novos leitores e os leitores nos encontram. Os autores devem aprender a usar mais a internet a favor de suas obras.
• Tem prêmios literários? Prêmio Biblioteca Nacional (2002) por meu ensaio sobre Augusto dos Anjos e o Pontos de Leitura (2008) pelo Ministério da Cultura, entre outros mais regionais.
CRIAÇÃO LITERÁRIA
• Você projeta os seus livros? Como é que você os concebe? Seja para mim ou para meus autores agenciados, eu penso no livro como um produto que tem que dar lucro, sem perder a qualidade. E qualidade não é só aquele romance profundo e psicológico. Há qualidade em livros de humor, livros engraçados.
• Você acredita que para ser escritor basta somente exercitar a escrita ou vocação é essencial? Acredito na vocação. Não sou muito fã de escolas para escritores. De qualquer forma, exercício ajuda sim a melhorar o texto.
• Como surge o momento de escrever um livro? Penso num projeto e depois desenvolvo cada parte desse projeto. Ofereço o projeto às editoras, vislumbrando o lucro que aquela obra pode dar, além do interesse que o leitor terá com o livro.
• Quanto tempo você leva escrevendo um livro? Não penso no tempo. Penso que o livro deve estar simplesmente pronto quando tem que estar. Já terminei livros com seis meses e ainda não terminei meu ensaio-biográfico sobre Augusto dos Anjos, o qual está me tomando anos (anos prazerosos).
• No processo de formação do escritor é preciso que ele leia porcaria? O que é porcaria? Há críticos que já julgaram de “porcaria” livros de Machado de Assis, de Júlio Ribeiro. Por isso, é que eu penso que o escritor deve ter uma intimidade muito grande com seu texto, e não ter pressa para publicar. Já chamaram meu livro Cuidado Eu Te Amo de porcaria, mas o público-alvo dele adora. Escrevi o Cuidado Eu Te Amo para adolescentes. É claro que se um doutor em literatura começar a ler este livro não vai gostar. São públicos diferentes.
O ESCRITOR E A LITERATURA
• Mas existe uma constelação de escritores que nos é desconhecida. Para nós, a quem chega apenas o que a mídia divulga, que autores são importantes descobrir? É por isso que eu digo que o autor deve tratar o seu trabalho como se fosse uma empresa, detalhando o público-alvo e as estratégias de venda. Imagine montar uma loja de sapatos finos num bairro onde ainda não há pavimentação. Quem vai querer sujar os sapatos novos na lama? Ninguém. O escritor deve focar sua obra no público-alvo. Até hoje tem romancista que envia seu original para editora que só publica livro técnico! O autor deve pensar para se tornar conhecido, ou relativamente conhecido. Quem quer fama vai para o Big Brother; quem quer ser conhecido pelos seus leitores que foque no seu público-alvo.
• Na sua opinião, que livro ou livros da literatura da língua portuguesa deveriam ser leitura obrigatória? Quando eu dava aula de literatura, discutia muito esse termo com meus colegas professores. A leitura não pode ser obrigatória, deve ser sugerida. Obrigatório de ser o empenho estatal em dar condições aos professores para que desenvolvam bons projetos de leitura em sala de aula.
• Qual o papel do escritor na sociedade? Entretenimento e informação. Provocar reflexão nas pessoas, ajudar a pensar, provocar riso, emocionar. Quem lê o romance Maria de Cada Porto, de Moacir C. Lopes não tem como não chorar. Quem não se emociona com o Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa?
• Há lugar para a poesia em nossos tempos?Só a poesia é que nos alivia desse mundo cruel. Eu amo os poetas.
A PESSOA POR TRÁS DO ESCRITOR
• O que choca o senhor hoje em dia? Como ser humano está cada vez mais violento. Só a poesia salva!
• 14) O que o senhor lê hoje? Como faço agenciamento literário, leio de tudo: romance, conto, poesia, crônica, livros técnicos... Particularmente, gosto de uma boa história. Sempre releio os clássicos realistas e naturalistas.
• Você possui algum projeto que pretende ainda desenvolver? Quero fazer alguma coisa em comunidades carentes ou cujo acesso ao livro ainda seja difícil.
CONSELHOS AO ESCRITOR
• Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever? De tanto me perguntarem isso escrevi o Mercado Editorial – Guia para Autores. Os melhores conselhos estão lá, inclusive com os contatos dos melhores agentes literários do mundo.
• O que é preciso para ser um bom escritor? O bom romancista deve ler muitos e muitos romances. O cronista deve ler muitas e muitas crônicas. O poeta deve sempre ler poesia. O autor técnico deve esgotar a leitura em todas as obras do seu ramo. É isso. A leitura é que faz um bom autor.
E para encerrar a entrevista
Se Deus parasse na tua frente e lhe concedesse três desejos, quais seriam?
1) Que as pessoas já nascessem com a vontade de ler;
2) Que houvesse mais livrarias nas ruas e
3) Que os livros tivessem um custo menor para que todos lessem.
Fonte:
Entrevista Virtual realizada por José Feldman, para o Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes.
Leia tb a entrevista do meu autor agenciado Moacir C Lopes para o Pavilhão Literário Singrando Horizontes. Clique aqui para ver sua estante literária.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mercado Editorial, no PalavrArte
Mercado Editorial – Guia para Autores
de Andrey do Amaral
lançamento Editora Ciência Moderna
Depois de terminar o original é que o escritor se dá conta das dificuldades da publicação. Entrar no mercado editorial é possível! Basta conhecer os segredos deste universo. Neste livro, o escritor diminuirá os caminhos da tão sonhada publicação. Descrevemos os erros mais comuns e a forma correta de enviar sua obra para a editora certa. Há ainda os endereços das principais agências literárias do Brasil e do exterior, além das melhores editoras com a linha editorial definida. Facilitar é a nossa proposta. Este manual é bastante eficaz para quem deseja se destacar no concorrido mundo dos livros.
Veja o trailer (LivroClip) desta obra no site do autor ou no You Tube:
O autor dá o passo a passo para se ter êxito com uma editora comercial; indica onde, como e para quem vender seu original; nomeia quem são os principais agentes; quais as melhores editoras para seu livro etc.
Sumário: Capítulo 1 O produto livro – 3; Capítulo 2 Quem é o agente literário? – 1; Capítulo 3 Quem precisa de um agente literário? – 15; Capítulo 4 O que o agente pode fazer pelo escritor? – 19; Capítulo 5 O que o escritor pode fazer pelo agente ou pela editora? – 29; Capítulo 6 Originais (manuscrito) – 43; Capítulo 7 Agências brasileiras – 57; Capítulo 8 Editoras brasileiras – 63; Capítulo 9 Agentes literários dos Estados Unidos da América – 105; Capítulo 10 Editoras americanas – 141; Capítulo 11 Editoras canadenses – 179; Capítulo 12 Editoras portuguesas – 187; Capítulo 13 Divulgação – 205; Capítulo 14 Principais erros do escritor – 217; Capítulo 15 Perguntas – 225
Visite:
www.andreydoamaral.com/
http://andreydoamaral.blogspot.com/
Andrey do Amaral no Palavrarte:
Participação na entrevista com Moacir C. Lopes
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Receita para publicar um livro
Receita para publicar um livro
Nahima Maciel
MERCADO EDITORIAL — GUIA PARA AUTORES
De Andrey do Amaral. Editora Ciência Moderna, 226 páginas. R$ 39.
Foi para atender a um pedido de amigos que Andrey do Amaral resolveu escrever um guia prático para aspirantes ao ofício de escritor. Depois de conseguir galgar os caminhos que levam aos grandes grupos editoriais, Amaral publicou dois livros e ganhou fama de bem-sucedido entre os amigos. Escreveu então Mercado editorial — Guia para autores. Em 15 capítulos, ensina como tirar um original da gaveta e fazê-lo chegar às mesas daqueles que decidem o que é lido ou não no Brasil. Baseado na própria experiência como agente literário, Amaral parte da descrição do livro tal qual um produto no qual a embalagem é fundamental para despertar a curiosidade, passa pela divulgação por meio de um agente literário até chegar a um guia de endereços das principais editoras brasileiras, americanas, canadenses e portuguesas. “As pessoas me dizem que querem publicar um livro, mas publicar não significa que vai circular no mercado. O processo é muito longo. O livro pronto não significa o trabalho finalizado, tem o processo de divulgação, de formar leitores, tem a venda do livro, isso tudo é o que a gente chama de pós-livro impresso”, ensina.
Amaral resolveu se aventurar na carreira de agente literário há três anos. Depois de publicar Os máximos e as máximas de Machado de Assis e Novo e divertido acordo ortográfico pela editora Ciência Moderna, o autor começou a ajudar amigos na apresentação de livros ao mercado editorial. Hoje, trabalha com oito autores, entre eles Roger e Marcos Klein, integrantes do grupo de rock Ultraje a rigor, Moacir C. Lopes, autor de A ostra e o vento, e Carlos Matlz, ex-baterista do Engenheiros do Hawaí. “Ser agente literário é cuidar da carreira de algum autor, seja ele conhecido ou não, e introduzir um autor novo no mercado editorial”, explica.
Um agente literário costuma cobrar de 10 a 30% em cima dos direitos autorais para avaliar um material e iniciar sua divulgação. Amaral recebe cerca de dois e-mails por semana com pedidos de agenciamento. Cobra, primeiro, para avaliar o material. Depois, para começar a divulgação. “Tenho que avaliar, ler a obra, ver se tem uma resposta positiva do leitor para não passar furo para a editora. Imagina se indico um livro para uma editora e o livro não vende nada. O trabalho do agente é fazer um garimpo no mercado para saber o que vai vender e o que não vai.”
Dicas do autor:
Você precisa vender seu trabalho. Então, capriche na carta de apresentação que irá anexa ao excerto do seu original
Recusado o original pelo conselho, a obra é destruída para segurança do autor e também por falta de espaço físico no departamento
A sua ansiedade pode estragar a publicação ou uma indicação do agente
Antes de enviar sua carta, estabeleça quais são suas metas e seus objetivos para essa obra específica
Fonte: Jornal Correio Braziliense
Caderno Diversão & Arte (8/jan./2009)
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