Andrey do Amaral: agente literário, autor, professor de literatura

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Brasília, Distrito Federal, Brazil
Andrey do Amaral (1976), professor de literatura, licenciado em Letras com pós-graduação em Língua Portuguesa, Gestão Cultural, Educação a Distância, Acessibilidade Cultural e um MBA em Marketing. Com seu trabalho, recebeu — entre outros — prêmios da Fundação Biblioteca Nacional (2002), Ministério da Cultura (2008), Fundação Casa de Rui Barbosa (2010), Letras Nordestinas (2011). Além destes, a Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) concedeu-lhe um prêmio por suas iniciativas de projetos socioculturais (2014). Seus livros autorais foram publicados pela editora Ciência Moderna. Dedica-se à pesquisa da vida/obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos. Presta consultoria sobre projetos sociais e editoriais, desenvolvendo produtos nessas áreas. Trabalhou nas Diretorias de Direitos Intelectuais e de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, ambas do MinC. É parecerista de projetos culturais do Ministério da Cultura, das Secretarias de Cultura do Distrito Federal e do Estado do Mato Grosso do Sul e dos municípios de Uruaçu-GO, Campo Grande-MS e Lages-SC. É também agente literário de grandes autores nacionais.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Meu livro no Portal IG

Como lidar com sua sogra, por Elaine Gomes - para o Portal IG

Por que elas não conseguem ceder espaço na vida do filho quando ele se casa? Especialistas analisam o comportamento das sogras

A vida já não é exatamente uma moleza quando você está num relacionamento a dois. Se à equação se adiciona ainda a figura da sogra, aí a coisa pode desandar de vez. As piadas de sogra e as reclamações, tanto de maridos quanto de esposas, parecem indicar um problema sem solução.

De acordo com o escritor Andrey do Amaral, autor do livro “Como enlouquecer sua sogra”, da editora Autodidata, o que caracteriza esta “guerra” é que ninguém quer ceder, mas a possessividade da sogra é a raiz do problema. Ela, muitas vezes, quer fazer da casa do casal uma extensão da sua residência. Para ele, o ideal é que a sogra more a uma distância relativa da casa do casal: nem tão perto para que ela venha de chinelos e nem tão longe que ela venha de malas. “Há situações nas quais a sogra tem de vir de mala mesmo, porque mora em outro estado, por exemplo. Elas sempre dizem que vão ficar pouco tempo, e esse pouco tempo vira o ano todo. Às vezes, dizem que só virão nas férias, ou seja, duas vezes por ano. Porém, cada vez que vêm, ficam seis meses. Ninguém aguenta”, ilustra ele.

A professora de música Ignez, 60 anos, conta que no segundo dia da lua de mel, seus pais (e sogros) apareceram “de surpresa” no hotel onde estava hospedada com o marido. “Foi até divertido, mas na hora tomamos um susto! Os tempos eram outros, eu nem pensei em reclamar. Imagine se eu apareço na lua de mel de alguma das minhas filhas! Não duraria nem cinco minutos”, compara.

O psicólogo Edson Laino aponta que a chave do problema mora na característica maternal daquelas sogras que, como mães dominadoras, acreditam ter sempre razão – e defendem que, por serem mais vividas, devem ter a palavra final. “Nem todas as sogras se relacionam de maneira saudável com seus filhos adultos. Nesse caso, a melhor forma de lidar com ela é entender a sua função, sendo imprescindível cortar o cordão umbilical. A melhor atitude é partir para o estabelecimento de limites, mas estes limites devem ser colocados principalmente pelo filho. Isto deve ser feito com todo o tato e sensibilidade, afinal toda sogra é mãe”, aconselha.

Competição feminina
Uns são mais tolerantes, outros menos. Mas é inegável que a presença da sogra é sempre um toque de pólvora na relação. Uma rainha do lar que sente que perdeu o trono com a saída de cena do filho casado pode, sim, virar uma verdadeira bruxa. “A ideia de vazio e falta de utilidade, somadas às características femininas de cuidado e proteção, levam à sogra o desejo de extensão familiar. Isso, em muitos casos, faz dela uma invasora de território alheio. Não porque o deseje ser, mas por achar que encontrará a continuidade de suas funções maternas na nova família do filho”, explica a terapeuta familiar Margarete Volpi.

Marta, uma fonoaudióloga de 25 anos, lembra que quando seu filho nasceu, sua sogra “se mudou” pra casa dela e não saía de cima do bebê. “Eu nem consegui dar banho nele nos primeiros dias. Um dia me cansei e pedi pro meu marido falar com ela. Eles conversaram e ele pediu a ela que voltasse para casa. Ela ficou brava na hora, mas acabou entendendo. Se eu não tivesse feito isso, ela estaria aqui até hoje”, relembra.

Além da intromissão e da chateação, esse comportamento acaba dando aos filhos a sensação de que (independentemente da idade) eles são incapazes de cuidar de suas funções e responsabilidades. “Para as noras, por também exercerem papéis femininos, o conflito se torna ainda mais intenso, pois se sentem avaliadas como mulher, em suas funções femininas”, complementa.

Andréa, terapeuta ocupacional de 36 anos, se diverte lembrando as histórias da ex-sogra. “Ela era tão maluca que implicava com tudo que eu fazia: minha comida era ruim, a casa nunca estava suficientemente arrumada, o filhinho dela estava pele e osso. Mas depois se arrependia e aparecia em casa com uma joia de presente. Quando me separei do meu marido, tinha mais joias do que você seria capaz de imaginar”.

Se você está determinada a manter seu casamento, a saída é tentar ver que em toda sogra superpresente existe uma mãe morrendo de medo de ter perdido a importância na vida do filho. Abordar o problema dessa forma torna possível ter mais paciência e delimitar qual é a função dela na vida do casal.

Fonte: Portal IG http://delas.ig.com.br/familiaefilhos/como+lidar+com+sua+sogra/n1237507197508.html
Publicado em 01/12/2009
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